ARCO DA CORDA NOVA
QUINTETO SINFONIETA DE BRAGA(Portugal)
&
ARTUR CALDEIRA
ORQUESTRA VERSATILIS (Brasil)
PROGRAMA
Para lembrar Luís Goes (1933-2012)
I. Romagem à Lapa
II. Canção pagã
Minomento (sobre temas de Firmino Neiva e José Sarmento)
I. Balada
II. Valsa para Bill Evans
III. Elegia
IV. Bote de amarração
V. Celanova
Fantasia popular do Minho
I. São Bentinho do Hospital
II. Alecrim
III. Meninas vamos ao vira (Frederico de Freitas)
Aos guitarristas portugueses
I. Olhando o mar (José Luiz Nobre Costa)
II. Verdes anos e Dança palaciana (Carlos Paredes)
III. La partida (Carlos Bonnet)Vira de Frielas (José Nunes)
Solista: Artur Caldeira
Quinteto Sinfonietta de Braga
Pedro Oliveira – Violino I
Joaquim Pereira – Violino II
Rita Carreiras – Viola
Tiago Mendes – Violoncelo
Daniel Gomes – Contrabaixo
Regência: Jean Reis
Sinopse
A música é um idioma sem fronteiras, falado em inúmeros dialetos pelo mundo. As barreiras entre dialetos são, na nossa perspetiva, construções fictícias que dissolvem o efeito agregador da arte.
Com base neste princípio, a Sinfonietta de Braga procurou, desde a sua fundação, estabelecer pontes entre a música erudita, área de formação predileta dos seus colaboradores, e a música tradicional.
Materializando esta intenção, surge a primeira edição discográfica da associação, intitulada “Arco da Corda Nova”. Esta colaboração resulta do desafio, lançado ao guitarrista Artur Caldeira, de compor, decompor e recompor quatro tributos à música tradicional portuguesa.
O resultado é uma nova forma de escutar a música popular, onde a orquestra de cordas é guiada nos meandros da música tradicional pela guitarra clássica e pela guitarra portuguesa.
A primeira das 4 obras, “Três Melodias Populares”, incide sobre o folclore do Baixo Minho, que tem o seu mais genuíno epicentro na Rua dos Falcões da cidade de Braga.
“Minomento” é um verdadeiro monumento aos artistas nortenhos, vítimas diretas ou indiretas de uma pandemia ainda viva na nossa memória.
“Para lembrar Luís Goes” faz uma homenagem à figura máxima do fado de Coimbra, Luís Goes, e “Aos Guitarristas Portugueses” utiliza a guitarra portuguesa para percorrer temas de nomes incontornáveis do género.
Sobre os arranjos de Artur Caldeira
“Realizar arranjos musicais é uma tarefa que sempre gostei de abraçar, sobretudo se me permitem cruzar a linha que, ficticiamente, separa os sons eruditos dos sons populares, separação que não passa de um constructo social preconceituoso. Juntar a sonoridade das guitarras, clássica e portuguesa, às cordas friccionadas da Sinfonietta de Braga deu-me um prazer especial, pela jovialidade e competência desta formação.
Para o efeito, juntei canções em quatro grupos. Para um, selecionei duas belas canções de Luís Goes, Romagem à Lapa e Canção Pagã. No que chamei de Minomento, trabalhei melodias de Firmino Neiva e José Sarmento, dois amigos e músicos bracarenses com quem partilhei muitos palcos e que já deixaram a vida terrena; é uma homenagem ou evocação que lhes dirijo. As melodias populares portuguesas também tiveram aqui lugar, com o S. Bentinho (melodia tradicional bracarense), o Alecrim e Meninas Vamos Ao Vira, esta última da autoria de Frederico de Freitas. Por último, prestei outra homenagem aos instrumentistas da guitarra portuguesa, como José Luís Nobre Costa, José Nunes e Carlos Paredes.”
Artur Caldeira – Guitarra Clássica e Guitarra Portuguesa
Licenciado em Guitarra Clássica e Mestre em Interpretação Artística pela ESMAE, PPORTO, na classe do Prof. José Pina, foi-lhe atribuído, após provas públicas, o Título De Especialista em Música. É Doutor em Educação Artística na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Frequentou inúmeras Masterclasses com renomados mestres guitarristas como Alberto Ponce, David Russell, José Pina, Bheto Davezac, Ricardo Moyano, Celso Machado, Dusan Bogdanovic, Eduardo Fernandez, bem como noutras especialidades musicais. Guitarrista premiado (Prémio Parnaso, Prémio Helena Sá e Costa e Prémio Fundação Engenheiro António de Almeida), apresentou-se a solo, com diversas orquestras (Orquestra do Norte, Orquestra Nacional do Porto, Orquestra do CMCGB, Sinfonietta de Braga e Mitteldeutsche Kammerphilharmonie Schönebeck) e em inúmeros colectivos em Portugal Continental, Açores e Madeira e em países de diversos continentes, tais como: Espanha, França (incluindo Córsega), Alemanha, Suíça, Malta, Itália (incluindo Sardenha), Holanda, Dinamarca, Eslováquia, Hungria, Turquia, Marrocos, Moçambique e África do Sul
Realizou primeiras audições absolutas de obras do compositor Fernando Lapa bem como da sua transcrição publicada (AVA Editions) do Concerto em Lá M de Carlos de Seixas. Foi o primeiro Monitor de Cavaquinho e Viola Braguesa da extinta Casa Municipal da Cultura de Braga, nos anos oitenta. Participou como músico convidado no filme Fados de Carlos Saura, ao lado de Mariza e de Carlos do Carmo. Integrou o trio de guitarristas que acompanhou, com orquestra, o espectáculo Sete Maravilhas, de transmissão mundial desde o Estádio da Luz, com Camané, Mariza, Carlos do Carmo e Rui Veloso. A sua assinalável e
reconhecida versatilidade e fluência em diversos idiomas musicais, é a razão dos permanentes convites para integrar formações variadas em inúmeros contextos e em diversos países da Europa, África e Ásia. Fundou o grupo “Som Ibérico”, para o qual escreveu arranjos de temas da Música Popular Urbana Portuguesa, gravando um CD onde assinou a produção e a direcção musical. Produziu, dirigiu e gravou o CD “Clarinete em Fado” de António Saiote. Dirigiu e gravou, com o guitarrista Daniel Paredes, o CD “Sefika Plays Fado” da flautista turca Sefika Kutluer. Gravou em 2020, em período de confinamento, o CD Saber Ouvir – Música Portuguesa Para Guitarra Clássica, que obteve já excelentes críticas. Funda o Bracara Augusta Guitar Trio, com Daniel Paredes e Artur Gil Godinho, com o qual grava Cantares do Alentejo e Cantares do Minho, dois CDs com música de Fernando C. Lapa dedicada a este trio. Recebe ainda a obra 3 Retratos de Fado, de Dusan Bogdanovic, a sai dedicada e para este trio. Recebeu em Fevereiro de 2020 a medalha da Assembleia Nacional de França. Leccionou em todos os níveis do sistema nacional de ensino em Portugal, do 1o ciclo do Ensino Artístico Integrado do CMCGB (Formação Musical) ao Mestrado na ESMAE (Instrumento Música de Câmara e outras UCs), passando pelo 2o ciclo do Ensino Básico (Educação Musical) e por todo os níveis do Ensino Especializado da Música (básico e secundário de Instrumento do CMP e de diversas academias privadas). Ministra frequentes Masterclasses em Portugal e no estrangeiro e tem integrado júris de concursos nacionais e internacionais. É Professor do CMP desde 1992, onde foi admitido após rigorosas provas públicas. Leciona desde 2009 na ESMAE – P. PORTO.
Sinfonietta de Braga
Fundada em 2006 e reestruturada em 2016, a Sinfonietta de Braga dedica-se à missão de potenciar carreiras musicais, formar públicos e dinamizar a oferta cultural. Sediada em Braga, Portugal, cultivando um portefólio artístico focado na qualidade e diversidade musical, a Sinfonietta afirma-se hoje como um dos principais pilares da cultura na região Norte de Portugal, contando com o apoio dos Municípios de Braga, Esposende, Monção e Bragança, e ainda o Apoio Sustentado da DGArtes desde 2023. Além da sua programação própria, centrada nos projetos Falando de Música (formação de públicos), Festival Arcada (capacitação da comunidade musical) e Re:Opera (criação de património musical contemporâneo), a Sinfonietta colabora com diversas iniciativas e instituições, participando em festivais e ciclos culturais como o Ciclo Contraponto, no Theatro Circo, a Semana Santa de Braga, a Viagem de Inverno/Braga é Natal e a Braga Barroca. No âmbito das colaborações artísticas, a Sinfonietta tem apostado fortemente em parcerias com solistas de renome, como Samuel Bastos, Sérgio Pires, Pedro Meireles, Ana Vieira Leite e Artur Caldeira, entre outros, além de importar a experiência de mestres internacionais como Andrey Baranov, Svetlin Roussev, Wibert Aerts, Eliot Lawson, Mimi Zweig, Pieter Wispelwey, Gian Paolo Peloso e Anton Martynov. Estas colaborações estendem-se ainda a maestros de grande prestígio, como Jan Wierzba, Jean-Marc Burfin, Henrique Constância e Martim Sousa Tavares
Pedro Oliveira – Violino I
Natural de Braga, Pedro M. Oliveira é licenciado pela Universidade do Minho e mestre em Ensino de Música pela Universidade de Aveiro. Em 2015, concluiu com “distincion” o mestrado em performance pelo Conservatoire Royal de Mons (Bélgica), sob a orientação do professor Eliot Lawson. A sua atividade enquanto concertista divide-se entre a música orquestral, colaborando regularmente com a Orquestra Guimarães e a Orquestra Sinfonietta de Braga, e a música de câmara, apresentando regularmente em território nacional. Pedro M. Oliveira dedica parte do seu tempo à pedagogia, destacando-se a sua colaboração, entre 2016 e 2020, com o Departamento de Música da Universidade do Minho. Atualmente leciona no Conservatório Bomfim e na Academia Alfacoop. É fundador e diretor artístico do pluris ensemble e, desde 2016, presidente da Associação Musical Sinfonietta.
Joaquim Pereira – Violino II
Natural de Braga, frequentou o ensino artístico integrado no Conservatório Calouste Gulbenkian tendo obtido prémios de mérito musical, académico, artístico e de melhor aluno da instituição de ensino. Licenciou-se em violino na Universidade do Minho, na classe de Ilya Grubert e Eliot Lawson. Posteriormente, obteve o seu mestrado em performance na Codarts University of Arts em Roterdão, onde foi aluno de Gordan Nicolic e Goran Gribajcevic. Possui ainda um mestrado em ensino de música pela Universidade do Minho. Na sua atividade como músico teve oportunidade de se apresentar em múltiplas salas nacionais bem como na Holanda, em contexto camarístico, solo e orquestra. Nos anos de 2015 e 2016 foi selecionado para integrar a Symfonieorkest Koninklijk Conservatorium/Codarts sob a batuta do maestro Valery Gergiev. No âmbito da música de câmara teve oportunidade de estudar com Toby Hoffman, Henk Guittart, Eva Stagemann e membros do De Doelen quartet, em Roterdão. É violinista tutti na Orquestra de Guimarães desde a sua criação em 2014.
Joaquim Pereira é vice-presidente da Sinfonietta de Braga desde 2016, associação em exponencial crescimento artístico. Faz parte da direção artística do FIO – Festival Informal de Ópera, do qual também é gestor de projeto. Para além da sua atividade enquanto músico e agente cultural é professor de violino no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga. Mais recentemente complementou a sua formação académica com um MBA na Porto Executive Academy do Instituto Politécnico do Porto.
Rita Carreiras – Viola
Rita Carreiras é música profissional, produtora e programadora cultural, Licenciada em Música pela Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo do Porto e Mestre em Gestão das Indústrias Criativas pela Universidade Católica Portuguesa.
Como violetista, Rita interpreta e cria música numa ampla variedade de estilos e géneros, da ópera, música de câmara e jazz ao folk, pop rock, metal e eletroacústica contemporânea, colaborando em ínumeros espetáculos, festivais e gravações em Portugal, França, Holanda, China. Atua regularmente com orquestras de renome como a Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música e a Orquestra do Algarve, é cofundadora do LAGARTO trio (viola, violoncelo e didgeridoo) e colabora em grandes eventos com a Inspiration Live Music.
Como artista e simultaneamente como produtora cultural, Rita tem vindo a colaborar com a Good Mood – ECO & ART ORG no Boom Festival, a Associação Musical Sinfonietta de Braga, Dirk Denzer Performing Arts, Artshare – Intelligence, Technology, Art, entre outros projetos e organizações ligados à cultura e às artes.
Tiago Mendes – Violoncelo
O violoncelista Tiago Mendes iniciou os seus estudos musicais no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga, onde concluiu os mesmos com prémios de mérito artístico e musical, integrando a classe do professor Jorge Ribeiro. Prossegue os estudos na Universidade do Minho, onde concluiu a licenciatura em Música – violoncelo na classe do professor Pavel Gomziakov e posteriormente termina o Mestrado em Performance com Grande Distinção pelo Conservatoire Royal de Mons (BE) na classe do professor David Cohen. Ao longo do seu percurso académico e profissional foi premiado em diversos concursos nacionais, no entanto sempre privilegiou o trabalho de Música de Câmara e de Orquestra, participando em inúmeros estágios e formações e atualmente, divide a sua atividade profissional entre estas vertentes. É solista A da Sinfonietta de Braga e solista B da Orquestra de Guimarães e colabora com frequência com o Pluris Ensemble e várias outras orquestras nacionais. É desde 2023 reforço tutti na Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música.
Daniel Gomes – Contrabaixo
Daniel José Santos Gomes iniciou os seus estudos de música/contrabaixo em setembro de 2010, no Conservatório Bomfim-Braga, na classe do Prof. Samuel Abreu. Em setembro de 2015 ingressa na ARTAVE, na classe do Prof. Alexandre Samardjiev e mais tarde na classe do Prof. Rui Fontes. Desde 2018 estuda na Universidade do Minho, na classe do Prof. Nuno Arrais. Em 2021 foi-lhe atribuído o prémio Bolsa de Excelência da Universidade do Minho. Frequentou masterclasses com Adriano Aguiar, Alexandre Samardjiev, Antonio Romero Cienfuegos, Catalin Rotaru, Gabriele Ragghiant, Luís Cabrera, Margarita Kalceva, Massimiliano Rizzoli, Massimo Giorgi, Michael Wolf, Olivier Thiery, Petia Bagovska, Petru Iuga e Thierry Barbé. Participou numa masterclasse no FAME’S – European Orchestral Performing Institute, em Skopje, Macedónia do Norte, onde trabalhou com o maestro Olivier Dejours (música para filmes), Gabriel Prokofiev (música híbrida), maestro Igor Correti Kuret (ESYO, European Spirit of Youth Orchestra) e o maestro Peter Stork (em colaboração com a EUYO – European Union Youth Orchestra). É detentor de diversos prémios, incluindo o 1o Prémio Jovens Músicos 2022 – Contrabaixo Nível Superior; 1o Prémio V Concurso Nacional de Cordas Vasco Barbosa (2019); 1o Prémio no V e no VIII Concurso Maria Maia (2011/14). Apresentou-se a solo em diversos auditórios nacionais, como a Casa da Música; Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian; Centro Cultural Gil Vicente; Salão Nobre da UM; Pequeno Auditório do CCB; Centro Cultural de Cascais e Fundação Cupertino de Miranda. Desde 2020 trabalha com a Sinfonietta de Braga, colaborando também com a Orquestra de Guimarães, desde 2018. Entre 2018 e 2023 trabalhou com a OFP-Orquestra Filarmónica Portuguesa… entre outras. No âmbito de Jovens Orquestras colaborou com a Sounds of Change Projekat – Serbian National Theatre; Ljubljana International Orchestra; OaFP; EUYO; JOP; APROARTE; Orquestra Sinfónica Juvenil de Zurique; ARTAVE.
Links:
Website sinfoniettadebraga.pt/
Instagram @sinfonietta_de_braga
